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Saiba como o digital pode reduzir custos do tratamento do câncer

Os custos de procedimentos no tratamento contra o câncer tiveram altas de até 400% entre 2018 e 2022, segundo um estudo recente. Quimio, radio e imunoterapias viram saltos expressivos no período: o levantamento "Quanto custa o câncer?" mostra que um procedimento que em 2018 custava cerca de 150 reais, passou a valer mais de 750 reais no ano passado.


Mas um dado do estudo que chama a atenção é que, em parte, as altas são justificadas pelo estadiamento (diagnóstico tardio) de alguns tipos de neoplasias, entre alguns outros motivos, de acordo com os autores do levantamento. Ou seja: diagnosticar o câncer tardiamente demanda investimentos mais altos para o tratamento da doença.


"Sabemos que tratar câncer é caro. Mas fazer o rastreamento e curar a doença quando o tumor ainda é pequeno é simples e, mais do que isso, é barato. E a medicina digital tem um papel importante neste cenário, para antecipar diagnósticos ao agilizar a triagem e encaminhar de forma decisiva os casos de maior complexidade para o devido tratamento" – Adriana Mallet, cofundadora e CEO da SAS Smart.

Economia dupla

Médica realiza exame em paciente mulher com colposcópio
A colposcopia remota pode acelerar o diagnóstico do câncer cervical (imagem: reprodução)

Um bom exemplo do uso da saúde digital para o diagnóstico precoce do câncer já vem sendo aplicado há alguns anos pela SAS Brasil, braço social da SAS Smart, que utiliza o nosso sistema para diagnosticar o câncer cervical. Na sua versão remota, a colposcopia, que geralmente demanda longas filas de mulheres com alterações no papanicolau, faz imagens já no momento da coleta da citologia, durante a consulta.


A partir do resultado da telecolposcopia, o médico visualiza as imagens de mulheres com alterações, sem exigir novas convocações, grandes filas ou longas viagens. O exame pode ser feito de forma assíncrona e as mulheres com imagens suspeitas são priorizadas e rapidamente convocadas para a realização da biópsia do colo uterino e início do tratamento.


"O sistema de saúde economiza duas vezes", ressalta Adriana. "Economiza ao evitar novas consultas, ao poupar material para exames e economizar horas de um profissional", lembra. "Também tira da equação as viagens e longos deslocamentos de pacientes, porque a maioria é liberada sem a necessidade de biópsia".


Em segundo lugar, economiza porque, com mais rapidez no diagnóstico, as chances de redução nos custos do tratamento são grandes. Nos atendimentos realizados pela SAS Brasil, por exemplo, trata-se da diferença entre uma simples cauterização capaz de tratar uma lesão inicial, por um lado, e, por outro, cirurgias complexas combinadas a radioterapia e quimioterapia que, além de muito mais caras, têm chance de cura menor.


A Associação Ilumina, que vem atuando na prevenção e diagnóstico precoce do câncer na região de Piracicaba, no interior de São Paulo, traduz essa percepção em números pragmáticos: no médio e longo prazos, ações preventivas podem reduzir em 17 vezes o investimento do governo no tratamento da doença. "Em casos ainda mais complexos e caros, essa redução pode ser ainda maior, o que torna ainda mais importante que o Brasil tenha políticas de rastreio", diz Adriana.


Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) completam o cenário: as chances de cura chegam a 90% quando a doença é identificada no início. De acordo com a União Internacional de Combate ao Câncer (UICC), o investimento de 12 bilhões de dólares em estratégias de prevenção pode gerar uma economia de até 100 bilhões de dólares, que poderiam ser gastos com tratamentos.


Oncologia: só 3% dos recursos da Saúde

Imagem mostra fita rosa, símbolo da luta contra o câncer
Imagem: Miguel Á. Padriñán/Pexels

A pesquisa revelou ainda que o montante dos gastos do SUS (Sistema Único de Saúde) com tratamentos contra o câncer, que inclui procedimentos ambulatoriais, internações e cirurgias, foi de 4 bilhões de reais em 2022, ou cerca de 3% de todos os recursos destinados à saúde pública no país. Para fins de comparação, o valor total gasto no ano passado em vacinas foi de 36 bilhões de reais. A oncologia recebeu pouco mais de 10% deste montante.


Segundo o INCA, cerca de 17% dos óbitos no Brasil ocorrem em decorrência de algum tipo de câncer, com média anual de 200 mil mortes. Na comparação com 2020, primeiro ano da pandemia, o crescimento nos investimentos em oncologia foi de 14%.


Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimava em 19 milhões o número de pessoas com câncer no mundo, com 10 milhões de óbitos ocasionados pela doença. Para 2040, a entidade prevê um número de pacientes 47% maior.


O estudo "Quanto custa o câncer?" é fruto da parceria entre o Observatório de Oncologia, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE) e o Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC). Parte dos dados foi divulgada parcialmente na última semana, mas o estudo completo foi revelado ao público durante o 8º Fórum Big Data em Oncologia, na sede da Fiocruz, nesta terça-feira (13).


Você pode assistir ao evento na íntegra no canal do TJCC no YouTube:


Imagem de capa: Anna Tarazevich/Pexels

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