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Paciente se desloca em média 72 km para atendimento médico no Brasil


Imagem ilustrativa (foto: Mat Napo /Unsplash)

Você sabia que, para ter acesso a atendimentos ou procedimentos de saúde de baixa e média complexidade, o brasileiro se desloca 72 km, em média? O dado foi revelado em 2020 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) como parte da pesquisa "Regiões de Influência das Cidades 2018", que ajuda na formulação de políticas públicas na área de saúde. O estudo, feito a cada 10 anos, foi conduzido na última edição em meio à pandemia de covid-19.


Exemplos de procedimentos de baixa ou média complexidade são consultas médicas e odontológicas, exames clínicos simples, serviços ortopédicos e radiológicos, fisioterapia e pequenas cirurgias. Em geral, esses procedimentos não exigem internação, o que significa que o paciente ainda precisa voltar para casa no mesmo dia, agravando a situação.


>> Saiba mais sobre a pesquisa: REGIC - Regiões de Influência das Cidades (IBGE)

Longas viagens de pacientes para atendimento médico são lamentavelmente muito comuns no Brasil. Com a desigualdade de acesso à saúde entre diferentes cidades e regiões do país, bem como uma distribuição desequilibrada de profissionais de saúde, em muitos locais quem precisa de médico tem de percorrer grandes distâncias até encontrar atendimento.


Brasil tem enormes desigualdades no acesso à saúde (foto: Reprodução/Agenda Mais SUS)

Brasil profundo

A situação mostrada pelo IBGE, claro, é ainda muito mais crítica em locais afastados de grandes centros urbanos, nos quais pacientes precisam viajar até centenas de quilômetros. As dimensões do Brasil e as dificuldades enfrentadas na área de saúde são enormes desafios para o país: levar e manter profissionais de saúde em locais afastados têm sido questões de difícil resolução.


Para buscar procedimentos de alta complexidade, o brasileiro viaja em média 155 km, mais que o dobro dos casos de baixa e média complexidade. Esses procedimentos envolvem tratamentos especializados de alto custo, com internação, cirurgias, exames como ressonância magnética e tomografia e tratamentos de câncer, por exemplo. Os longos deslocamentos podem complicar a situação de saúde de pacientes, principalmente em regiões do país com más condições de estradas ou que exigem viagens em diferentes modais.


Em algumas partes do Brasil, é preciso percorrer mais de 400 km em busca de atendimento médico. A capital amazonense, Manaus, é o caso mais gritante dessa realidade: a cidade recebe pacientes que viajam em média 418 km para atendimentos ou procedimentos de baixa e média complexidade. São as maiores distâncias registradas pelo IBGE.


A pesquisa também revela que cidades de Roraima e do Amazonas têm as maiores médias de deslocamento para tratamento de saúde de alta complexidade: 471 km e 462 km, respectivamente, seguidos pelas do Mato Grosso, com 370 km.


Solução na telessaúde

Cenários como esses podem começar a mudar em meio ao crescimento da telessaúde no país, regulamentada justamente durante a pandemia. Embora esteja claro que alguns profissionais não podem ser substituídos pelos atendimentos online, muitas especialidades já atendem sem exigir deslocamento nenhum - nem dos pacientes, nem dos profissionais.

A CompenSAS, da SAS Smart, ataca o desafio do acesso à saúde e o tema ambiental

A SAS Smart atua para promover soluções de acesso à saúde com inovação. É o caso da CompenSAS, por exemplo, que calcula créditos de carbono a partir de deslocamentos que não são feitos quando um paciente é atendido de maneira remota e tem seus problemas resolvidos.


Em 2020, mesmo ano em que o IBGE divulgou a pesquisa, a startup colocou em funcionamento uma plataforma própria de telessaúde, o SIAS (Sistema Integrado de Acesso à Saúde), que desde então já permitiu o atendimento de milhares de pacientes em locais afastados de grandes centros urbanos.

"No início da pandemia, vimos os planos de saúde e operadores privados em saúde rapidamente começarem a oferecer o serviço de telemedicina. Tivemos a preocupação de tornar a telemedicina acessível a todas as pessoas, de comunidades mais vulneráveis a populações de locais mais distantes" - Sabine Bolonhini, co-fundadora da SAS Smart.

Assim nascia o SIAS, que Sabine classifica como "uma solução de simples acesso", porque qualquer pessoa com uma conexão com a internet, sem precisar baixar aplicativos, pode ter acesso aos atendimentos. "Conseguimos fazer a telemedicina chegar em favelas, em comunidades quilombolas e vilas de pescadores. Um dos maiores benefícios que a solução pode gerar é facilitar o acesso à saúde e garantir que a telemedicina possa chegar às regiões mais afastadas, evitando deslocamentos", afirma.


Ganham todos

Isso tudo pode mudar o jogo. Sem os longos deslocamentos para buscar atendimento médico, a realidade é que ganham todos.

  • Pacientes ganham porque podem ter acesso a profissionais especialistas, de onde quer que estejam, bastando uma conexão com a internet - sabidamente, um outro desafio ainda a ser superado em regiões muito remotas.

  • Também ganham os gestores públicos municipais, que deixam de pagar pelos altos custos das viagens de pacientes, como combustível, alimentação e hospedagem. De quebra, também ganha, aqui, o erário: esses recursos podem ser mais bem investidos.

  • Ganha também o meio ambiente: sem viagens de carro ou em ambulâncias para chegar até os atendimentos, a poluição acaba sendo reduzida e pode ser convertida em créditos de carbono. Durante a pandemia vimos como isso é factível.

  • Sem os deslocamentos, também ganha o tráfego em estradas, o que se traduz em segurança no trânsito e redução de acidentes (desde sempre, importantes bandeiras da SAS Smart).


Ouça no podcast Notícia no Seu Tempo, do Estadão, uma entrevista com Bruno Hidalgo, gerente de Redes e Fluxos Geográficos do IBGE. Ele detalha os dados da pesquisa e explica como eles podem ajudar na elaboração de políticas públicas e de planos de logística para cidades brasileiras em diferentes regiões do país.



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